Todos os anos, a Pantone elege a cor do ano. Um grupo de especialistas levam em conta diversos aspectos sociais e históricos para definir as tonalidades. Já reparou que elas sempre estão relacionadas com algum comportamento ou momento que as pessoas estão vivendo? Fizemos uma análise do significado das cores do ano desde 2015 para tirar conclusões sobre a sociedade. Vamos lá?

2015: Marsala

O que as cores tendência desde 2015 podem nos dizer sobre a sociedade? - Varejão das Tintas

Nem vermelho, nem marrom, nem vinho: marsala. Essa cor foi eleita a cor de 2015 e veio com um grande apelo universal. Trouxe consigo o retorno de outros tons como bordô, que vemos muito por aí.

É uma cor terrosa, sofisticada, completa, sedutora e calorosa. Tem um calor aconchegante e inspira confiança e estabilidade natural. Além disso, sugere o enriquecimento da mente e da alma. O mais interessante desse tom vem agora: sua capacidade de conectar o sagrado e o profano, o material e a alma, o espiritual. É como se estivesse relacionada a estruturação interna das pessoas.

2016: Rosa Quartz e Serenity

 

Pela primeira vez na história, entramos em 2016 com duas cores do ano eleitas. Isso nunca havia acontecido e, se pararmos para pensar, não pode ter sido por mero capricho, certo? Há algo extremamente profundo por trás que denuncia grandes mudanças na sociedade.

A cor Rose Quartz despontou acompanhado de um azul calmo: o Serenity, que completa o conceito de tranquilidade e suavidade do rosa. Temos no mundo um cenário conturbado, com inúmeros debates sociais, elevado nível de estresse e, nesse momento, as cores bateram de frente: o que significa o azul atrelado ao rosa e, pela primeira vez, duas cores terem sido escolhidas?

A intenção foi de representar a unidade de gênero, acabar com os estereótipos sociais e mudar a mente das pessoas sobre o que seria “só para homem” ou “só para mulher”. As cores foram apresentadas misturadas, mostrando que, independente de qualquer escolha, podemos ser apenas um. E isso, sem dúvidas, foi um marco.

2017: Greenery

 

Para surpresa de muitos e leve estranhamento, a cor de 2017 escolhida foi um verde bem vivo. Definida por muitos como uma cor revigorante, o Greenery veio para simbolizar um novo começo. É um tom moderno e fresco, diretamente ligado a natureza. Isso mostra que a vontade das pessoas em se conectar com o natural está aumentando cada vez mais.

É notável que a vontade de oxigenar a mente está crescendo entre as pessoas. Quanto mais a sociedade está envolvida na cidade, na correria da vida moderna e no dia a dia conturbado, maior será seu desejo de retornar para o natural. O mundo é tenso, estressante, e a intenção do Greenery é justamente regenerar, revitalizar, trazer esperança.

2018: Ultraviolet

 

2018 chegou com uma cor única e inusitada. Uma cor que veio com forte apelo espiritual e cultural, representando a misticidade e o equilíbrio entre a terra e o céu, os sentidos e a razão e a matéria e o espírito.

A cor referencia a consciência superior, a capacidade espiritual, a percepção, fé e conceitos mentais da sociedade. É a cor dos chakras do cérebro, dos sentimentos e da inteligência, do equilíbrio físico e moral. É uma cor perfeita para quem precisa de equilíbrio. Autoconfiança e autoridade estão relacionadas a esse tom, que deseja passar paz e tranquilidade.

Podemos dizer que a cor Ultraviolet também referencia o feminismo e o empoderamento. Em 1908, as operárias da Cotton New York morreram queimadas pelo patrão e a cor do fumo liberado à distância foi justamente a violeta.

Conclusão

Agora que você já conhece um pouquinho sobre o significado das cores, vamos refletir: o que todas elas podem nos dizer sobre a sociedade?

 

2015: As pessoas ainda se importavam muito com o material, com a sedução, com o status. No entanto, ali começava a nascer um desejo de conectar o mundo material com o espiritual em uma sutil referência ao natural.

2016: O elevado nível de estresse da sociedade trouxe de volta a necessidade de aconchego e conforto. As cores em tons pasteis vieram para ficar, objetivando tranquilizar as pessoas. O debate social entre gênero e sexualidade começa a ser veiculado através das cores, e, pela primeira vez, são lançadas duas cores no ano, para quebrar estereótipos e preconceitos sobre o que é de homem e o que é de mulher.

2017: Após um debate social polêmico e apenas o desejo de tranquilizar as pessoas, a necessidade de conectar-se com o natural desponta de forma severa. A cor do ano remete totalmente à natureza e mostra que se as pessoas não pararem suas vidas conturbadas e voltarem para o natural, poderão sofrer ainda mais. A sociedade encontra-se totalmente perdida, estressada e ansiosa.

2018: Após incentivar a conexão com o natural, é necessário se conectar a si mesmo.  A cor do ano de 2018 incentiva completamente o conhecimento espiritual e a busca pelos valores.

A última cor que remeteu a bens materiais foi em 2015. Estamos, claramente, em uma busca incessante pela cura da ansiedade, do estresse e da depressão, que vem crescendo cada vez mais. Não se importar com estereótipos e viver como você deseja, conectar-se com o natural e conectar-se ainda mais com o seu lado sentimental, espiritual e reafirmar os seus valores. Qual será a próxima?

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